Depois da Copa, a realidade

Palestra

Depois da Copa, a realidade

 
Por Heli Gonçalves Moreira
Sócio diretor da HGM Consultores
Público Alvo: Empresa, Entidade Pratonal e Grupo Informal

 

Muito antes da Copa, todos nós sabíamos sobre o adverso cenário econômico brasileiro, com impactos diretos sobre as empresas, especialmente no setor industrial, colocando em risco sua competitividade e mesmo sua capacidade de sobrevivência.

A Copa, combatida pela sociedade até os últimos instantes de seu início, acabou proporcionando uma trégua neste cenário de incertezas econômicas, políticas e sociais, criando-se uma euforia coletiva, própria do futebol, na esperança de uma conquista inédita que nos ajudasse a enxergar um novo horizonte, mais promissor.

Quase tudo já foi dito sobre os resultados desastrosos desta esperança frustrada, jamais imaginados por quem quer que seja. Talvez o que, que resulte em ações pragmáticas, visando proteger a competitividade das empresas, justificadas plenamente por inúmeras razões, tendo como pano de fundo as eleições primárias.

No próprio dia fatídico, 8 de julho, logo depois do término do jogo, algumas lideranças sindicais já se manifestaram sobre a campanha salarial 2014, associando-a explicitamente ao momento político brasileiro: Sindicatos prometem greves mais fortes antes das eleições – FSP 09.07.14”.

Da mesma forma, grupos organizados responsáveis pelas manifestações que tomaram conta do país nos últimos 12 meses, apesar da pequena redução do seu ímpeto durante a Copa, imediatamente se posicionaram e mostraram o que estão dispostos a fazer: “Em São Paulo, ativistas apostam em maior adesão a manifestações – No fim do jogo, 23 ônibus são incendiados em SP - FSP 09.07.14”.

Somam-se a estes conflitos de interesses, mercado e consumo em baixa, negócios incertos, pressão sindical por aumentos salariais e manifestações públicas como referência para grandes e eficazes mobilizações, outros ingredientes estarão impactando diretamente as negociações coletivas do segundo semestre:

 

  • Recentes e continuadas inovações legais nas áreas trabalhista e previdenciária, como a súmula 277 do TST, que pereniza cláusulas dos acordos e convenções coletivas e a 437 que proíbe a adoção de horários reduzidos para refeição e descanso, mesmo atendendo aos requisitos da lei ou ainda a novíssima portaria 375 do MTE, de março deste ano, que cria mais burocracia para concessão de autorização para o trabalho aos domingos.
  • Intensificação da prática de denúncias estruturadas envolvendo sindicatos, MTE e MPT.
  • Maior disponibilidade e atuação dos representantes regionais do MPT, facilitando denúncias anônimas, gerando investigações que podem se transformar em inquéritos, cujas opções de solução passam por Termos de Ajustamento de Conduta ou ações civis públicas.

 

Tudo isso aumenta consideravelmente a complexidade das negociações coletivas, requerendo e incrementando estratégias e ações imediatas e de curto prazo fora das mesas negociadoras e das assembleias, com foco nos ambientes de trabalho.

Para fazer frente a estas demandas, assegurando resultados e a competitividade dos negócios, além de políticas de recursos humanos competitivas, de boas condições de trabalho e do cumprimento rigoroso da legislação, as empresas terão de contar minimamente com:

  • Gestores capacitados e comprometidos;
  • Processos de comunicação interna capazes de prover informações para uma participação consciente e responsável dos colaboradores;
  • Um plano de contingências que contemple estratégias, táticas e atitudes que garantam a continuidade dos processos produtivos, a entrega dos produtos e serviços aos clientes e a proteção das pessoas.

 

Várias empresas de renome nacional já tiveram a oportunidade de participar diretamente ou por intermédio de suas entidades patronais, como a Associação Mineira de Silvicultura e o Consórcio Míneiro Metalúrgico. Empresas: AERnnoova, Anglo American, Anglo Gold Ashanti, Aperam BioEnergia, ArcelorMittal, Cenibra, CSN, Ferrous Resources, Gerdau, Jaguar Mining, Kinross, Namisa, Plantar, Saint-Gobain, Samarco, Usiminas Mineração, Vale, entre outras.

Entre em contato e agende, gratuitamente, esta Palestra!