INTERAÇÃO

Custo Brasil - Uma luz no fim do túnel

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Por Heli Gonçalves Moreira

Sócio-diretor da HGM Consultores

Outubro/2009

 

Desde o seu lançamento, o nosso boletim INTERAÇÃO tem se prestado a tratar de questões relevantes, mas “fora de pauta”, assim consideradas aquelas que, embora presentes no cotidiano das empresas, não recebem o foco e a atenção necessária dos dirigentes empresariais.

 

No INTERAÇÃO de março de 2006 – CUSTO BRASIL – SORRATEIRO COMO SEMPRE, abordamos o tema dos turnos ininterruptos de revezamento que implicam em elevação de custos para as empresas que o utilizam. Percebemos aí uma grande oportunidade e indicamos uma saída ética e legal, qual seja, o regime de trabalho em turnos com horários fixos.

 

Algumas empresas nos contrataram e juntos realizamos o processo de mudança de um regime para outro com absoluto êxito, superando os obstáculos trabalhistas, sindicais e legais. Até hoje permanece nossa opinião de que o custo Brasil continua sorrateiro como sempre e, como tal, requer nossa atenção, inteligência e senso de oportunidade, especialmente neste delicado momento vivido pelas empresas, o de pós crise, pelo menos na sua fase mais aguda.

 

Vejamos: os conceitos e aplicabilidades de novas e desconhecidas siglas, como FAP, NTEP e RAT e outras mais antigas e mais conhecidas, como SAT e CAT, podem representar um fabuloso aumento dos custos atrelados à folha de pagamento das empresas ou uma excelente oportunidade para a sua drástica redução. Isto é o que afirma o Consultor Péricles Antônio em seu expressivo artigo FAP – Uma Oportunidade.

 

A conta é muito simples: As atuais alíquotas do SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho, de 1%, 2% e 3% sobre o valor bruto da folha de pagamento, de acordo com o grau de riscos das empresas, a partir de janeiro de 2010, serão multiplicadas pelo FAP – Fator Acidentário de Prevenção, que terá uma variação de 0,50 (cinqüenta centésimos) a 2,0 (dois inteiros). Uma empresa industrial cuja alíquota atual do SAT seja de 3% (este é percentual da maioria delas) poderá ter esta alíquota reduzida para 1,5% ou aumentada para até 6%, já a partir de janeiro de 2010. Periodicamente estas alíquotas serão revistas pela Previdência Social, ajustando-as automaticamente, com base na realidade dos acidentes e doenças ocupacionais das empresas.

 

Aqui reside a grande oportunidade ou a “luz no fim do túnel”: investir num Sistema de Gestão de Riscos eficaz que possa promover, na prática, a redução de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. O artigo do Consultor Péricles, criador do Sistema de Gestão de Riscos, já testado com absoluto sucesso, esclarece outras implicações relacionadas à nova regulamentação do assunto. 


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