INTERAÇÃO

Custo de mão de obra e competitividade

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Texto adaptado do original de Antônio Daniel Violante

Coordenador do GT de Relações Trabalhistas da ABAL

Setembro/2012

 

Meios para reduzir gastos com a folha de pagamento.

 

Reduzir gastos não só pode como deve ir além da economia do Custo Brasil, aquele que envolve energia, logística e infraestrutura. Atuar nestes fatores parece óbvio quando se fala em redução de custos, mas deve-se focar também, e muito, no investimento com a mão de obra.

 

Fugindo novamente do óbvio, a solução nem sempre é a terceirização de serviços, uma vez que, além de ser uma opção polêmica, perde um grande aliado na produção e competitividade: o colaborador engajado.

 

Hoje em dia, é grande a busca por profissionais realmente qualificados, e são grandes os esforços para reter os talentos na companhia. Assim, um primeiro passo é colocar no papel as contas de todos os gastos envolvidos com o pessoal:

 

• Primeiramente, imaginando o salário com o valor de 100%;

• Soma-se a essa quantia a carga tributária de, pelo menos, 102% do valor;

• Os planos de benefícios adicionais, como plano de saúde, podem chegar a mais 30% na conta;

• E, por fim, há os processos contra a empresa, originadas da legislação atual, que incluem hora extra, jornadas de trabalho e mais. Somam de 10% a 20% nos cálculos.

 

Assim sendo, o valor que iniciou 100% pode terminar em 252%!

 

Se incluirmos um último bloco, de custos decorrentes da secular falta de qualificação interna para a gestão destes temas; do relacionamento por vezes difícil com os sindicatos, responsáveis teóricos pelo equilíbrio de forças capital/trabalho, teremos então um ambiente nada competitivo e produtivo sob o aspecto de mão de obra. 
 

Chegamos então a uma equação perversa: falta de mão de obra qualificada, mais padrão educacional heterogêneo, mais complexidade da legislação e altos custos é igual a produtividade e competitividade baixas. E, por favor, não esqueçam os fatores estruturais mencionados no primeiro parágrafo! 

 

A má gestão desses fatores pode gerar uma baixa produtividade e competitividade. Mas, o que fazer então?

 

Não há uma fórmula fechada, mas as dicas abaixo podem ajudar na solução dessas questões:

 

• A existência de políticas de gestão de remuneração condizentes com a empresa;

• Lideranças bem desenvolvidas e planos de prevenção;

• Cálculo do custo total de pessoal anual, com todas as variáveis citadas, comparando com projetos técnicos/produtivos;

• Investimento na qualificação e motivação das pessoas;

• Abertura do diálogo e boas negociações com sindicatos, trabalhando em soluções conjuntas.

 

Essas poucas medidas podem contribuir para a melhoria da produtividade e competitividade da sua companhia!

 

 


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