INTERAÇÃO

Empresários investem nas Lideranças Internas

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Por Heli Gonçalves Moreira

Sócio-diretor da HGM Consultores

Janeiro/2006.

 

Alguns meses antes da última eleição presidencial realizamos uma pesquisa entre inúmeros empresários, focando as suas expectativas sobre a candidatura do PT e do seu representante maior, o Lula.

 

Na hipótese, improvável na opinião dos empresários na época, do Lula sair vitorioso, perguntamos sobre os prováveis efeitos negativos e três das respostas mais significativas apontavam para as relações trabalhistas e sindicais:

 

Arguidos sobre eventuais providências de prevenção e proteção contra estes efeitos, os empresários apontaram destacadamente para o investimento nas lideranças internas, em linha com as preocupações anteriores:

 

 

A realidade mostrou, pelo menos até o momento, que os conflitos coletivos não ocorreram, tampouco as alterações da legislação trabalhista e mesmo a pressão dos órgãos fiscalizados não foi tão intensa como se imaginava.

 

Entretanto, seja por estas hipóteses não confirmadas na prática, seja pela preocupação em otimizar seus negócios ou mesmo em desenvolver um modelo de gestão de pessoas moderno e participativo, o fato é que muitos empresários estão investindo p’ra valer nas lideranças internas em suas organizações.

 

Esta é uma excelente notícia, se considerarmos que, pelo menos na nossa experiência, os programas de desenvolvimento e treinamento das lideranças internas se deram no campo da gestão de pessoas.

 

O gráfico a seguir, representa a quantidade de lideranças internas, assim entendidas os gerentes, supervisores, encarregados e similares, treinadas pela nossa equipe de consultores nos últimos três anos e uma projeção para o próximo.

A notícia é melhor ainda quando atentamos para a expectativa realista de 2006, onde temos um crescimento planejado da ordem de 28% em relação a 2005 e de 90% em relação a 2003.

 

Este expressivo crescimento é a demonstração inequívoca de uma mudança de mentalidade e/ou do atendimento à uma necessidade não percebida ou reprimida durante muito tempo por parte dos dirigentes empresariais.

 

Independente da motivação, os efeitos deste tipo de investimento impactarão, em médio prazo, tanto na melhoria da performance dos negócios quanto na qualidade de vida das pessoas.

 

Apesar de tudo o que se viu neste conturbado ano da política brasileira, esta é uma das poucas coisas boas que podem ser resgatadas em benefício da nação e da população, promovendo o equilíbrio entre os fatores econômico e social.

 

Temos a convicção que se trata de um investimento com retorno garantido, ainda que de difícil mensuração. 


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