INTERAÇÃO

Meus Líderes já conversaram com seus Colaboradores hoje?

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Por Heli Gonçalves Moreira

Sócio-diretor da HGM Consultores

Julho/2012

 

Esta é uma pergunta que todos os dirigentes empresariais e gestores deveriam se fazer diariamente, como complemento da análise dos seus indicadores de gestão como produção, produtividade, custos e prazos, na certeza de que através das respostas encontrarão muitas das causas que não os deixam dormir. 

 

É comum nos encontros de negócios dirigentes empresariais lamentarem entre si: “...não sei mais o que fazer para obter e manter a paz no ambiente de trabalho, mesmo investindo tanto em nossos colaboradores”.

 

A prática de boas e, por vezes, excelentes políticas de recursos humanos, o cumprimento rigoroso da legislação e a manutenção de boas condições de trabalho são absolutamente necessárias, entretanto insuficientes para combater o principal obstáculo à paz no ambiente de trabalho, os conflitos individuais e coletivos.

 

Para se obter a plena confiança dos colaboradores e garantir relações harmoniosas no ambiente de trabalho, é igualmente necessária uma comunicação estruturada, aberta e permanente, estimulada e praticada por lideranças preparadas e comprometidas.

 

À primeira vista estas afirmações se apresentam como óbvias. Aliás, todo dirigente empresarial reconhece a sua importância para o sucesso de seus negócios. Mas, no fundo, a dificuldade está no fato de que as empresas são movidas por resultados e a competitividade do mercado onde atuam está exigindo sempre mais, de forma insaciável e permanente. Isto é motivo suficiente para que a prática do diálogo seja facilmente abandonada. Não há tempo pra conversa num ambiente competitivo – este é um grande paradigma que o mundo globalizado nos impôs.

 

Comete um terrível engano quem o aceita. E isto acontece de maneira imperceptível no ambiente de trabalho. A estrutura hierárquica e funcional tem suas ações direcionadas prioritariamente para resultados econômicos financeiros e operacionais. E mesmo com metas de cunho social, como desenvolvimento profissional, prevenção à saúde e ao meio ambiente, as políticas de remuneração variável, como bônus e participação nos lucros, elas têm mais a ver com os resultados mensuráveis.

 

Esta cultura mantida pela prática da “autoridade formal”, encontradiça no mercado, faz com que as empresas não alcancem os benefícios proporcionados pela prática da “autoridade moral” perante seus colaboradores.

 

Este segundo tipo de autoridade, diferente da outra, é responsável pelo trabalho com sinergia que, por meio do compromisso sincero e da empolgação criativa dos colaboradores, é capaz de gerar resultados otimizados e, como consequência, aumentar o nível de competitividade das empresas.

 

Entretanto, como a mudança de qualquer tipo de cultura, incluindo o caso da gestão de pessoas, é um processo gradual e lento. É exatamente aí que se instala o círculo vicioso de que não há tempo pra conversa num ambiente competitivo.

 

Este círculo pode ser rompido, de forma acelerada, pela obrigatoriedade de diálogos estruturados e permanentes entre líderes e liderados, até que as lideranças percebam que a prática de novos comportamentos e atitudes no cotidiano das relações no trabalho, proporcionados pelo diálogo, produzem resultados muito melhores que os anteriores.

 

E você? Já conversou com seus colaboradores hoje?

 

Lembre-se que o diálogo é o caminho para a paz.

 


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