INTERAÇÃO

TERCEIRIZAR, bom ou mau negócio?

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Nesse momento em que a esperada “flexibilização da terceirização” foi efetivada por meio da Lei 13.429, de 31.03.2017, todos os dirigentes empresariais devem estar se questionando e/ou preparando para rever suas estruturas internas à busca de saídas que alavanquem a retomada do crescimento de seus negócios. A transformação dos custos fixos em custos variáveis, flexibiliza a gestão e torna seus produtos mais competitivos.

 

Para isso, antes da decisão, é preciso olhar com muita atenção o que realmente mudou e o que não mudou. O que mudou: a ampliação das atividades que podem ser terceirizadas, até então proibida pela jurisprudência – Súmula 331/11-TST e a ampliação do prazo contratação de empregados temporários.

 

No mais, todas as regras e obrigações, e não são poucas, permanecem inalteradas, sujeitas às fiscalizações, autuações e questionamentos na Justiça do Trabalho. O suficiente para arrependimentos posteriores.

 

Independente do clamor das entidades sindicais e demais grupos de força da sociedade contra a terceirização, que também não devem ser ignoradas, é necessária uma análise estratégica capaz de indicar se terceirizar é, de fato, um bom negócio.

 

Algumas questões fundamentais devem ser respondidas:

 

Por que terceirizar?

Quais têm sido as motivações tradicionais, e também as atuais, para a terceirização? Quais deram certo e quais não deram? Por que?

 

O que terceirizar?

Quais atividades devem ser terceirizadas? Por que? Quais os riscos para os negócios?

 

Com quem terceirizar?

Com um prestador de serviços, com um parceiro, com um parceiro estratégico? Qual o mais indicado? Em quais circunstâncias?

 

Quanto investir em gestão e controle?

Quais os fatores que devem ser considerados para uma gestão e controle eficaz da terceirização e que não traga dores de cabeça posteriores? Como capacitar os Gestores de Contrato e as Lideranças Operacionais para uma gestão eficaz?

 

Quais os aspectos jurídicos a serem considerados na terceirização?

Quais são e como evitar os fatores que evidenciam vínculo empregatício com os profissionais terceirizados?

 

Quais serão as reações dos sindicatos envolvidos?

Como manter uma convivência entre os sindicatos dos empregados próprios e dos empregados terceirizados, de modo a minimizar os impactos na produção?

 

Como conciliar os aspectos técnicos, econômicos e sociais num processo de terceirização?

Como usufruir das vantagens competitivas que a terceirização pode oferecer e manter a reputação da empresa?

 

Se a análise das questões acima for realizada de forma estratégica e criteriosa, não há por que não terceirizar. A terceirização será, certamente, um bom negócio.

 

A HGM Consultores está preparada para assessorar as empresas por meio de seu

Programa Gestão de Terceiros.

 

Heli Gonçalves Moreira

Março.2017


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