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Até que ponto vale a pena investir nos recursos humanos? Parte II

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A edição de novembro (leia o artigo completo) tem início com um detalhamento da pergunta título:

“Até que ponto vale a pena investir em políticas de gestão de pessoas ... se basta uma melhora conjuntural do mercado de trabalho para que profissionais simplesmente troquem de emprego? Ou ainda, uma ação mais forte de mobilização sindical para que o pessoal cruze os braços e participe de uma greve?”.

 

Em suas considerações, Éverson Craveiro, inicia estabelecendo uma correlação entre as iniciativas das empresas em reduzir as distâncias internas e a ação sindical:

 

  • “O fomento ao trabalho em equipe, as denominadas gestões participativas e a administração por processos, reduziram a distância entre os trabalhadores e os comandos.”
  • “ ... os líderes das empresas (chefes), ainda mantidos na condição de cargos de confiança, na maior parte das vezes só conseguem melhorar sua situação salarial a reboque dos acordos coletivos...”
  • “ ... um líder escolhido pela empresa só consegue disputar espaço com um líder sindical se este último for muito ruim, por isso entendendo não ser merecedor de confiança dos trabalhadores.”
  •  

Na sequência aborda as razões da falta de comprometimento dos trabalhadores:

  • “Uma empresa não terá nunca a participação e o comprometimento de seus trabalhadores ... por uma simples razão: a empresa não ajuda as pessoas a serem elas próprias e não dá a elas um sentido de identidade social.”
  • “O trabalho ajuda as pessoas a terem orgulho de si e lhes dá um profundo sentido de identidade social – o emprego, não.”

 

Outro aspecto igualmente importante, o nível de atuação e relacionamento das lideranças internas e sindicais, é abordado:

  • “O líder da empresa não disputa espaço com o líder sindical, porque eles atuam em diferentes níveis dos relacionamentos: o da empresa no nível formal e o do sindicato no nível informal.”
  • “Mas vai além. Algumas empresas, ... visando abrir um canal direto de comunicação e de negociação com os trabalhadores ...” se utilizam “... de práticas bizarras como o “café da manhã com o presidente”, que mais servem para constranger o coitado do trabalhador.”

 

 

O seu ponto de vista sobre a cidadania é claramente expresso:

  • “Indefeso mesmo é o trabalhador cujo poder de barganha é muito limitado. É praticamente um refém de seus ... empregadores, ... e do governo, com mínima inserção decisória em aspectos da vida econômica, social e política.”
  • Contribuinte e Colaborador “... são ... expressões cínicas – ele (o trabalhador) não é contribuinte do Estado; é obrigado a pagar o que lhe é imposto – ele não é colaborador da empresa; é vendedor de sua força de trabalho.”

 

Sobre o papel do governo em relação às políticas e serviços públicos, tem uma visão pragmática e, ao mesmo tempo, constrangedora:

 

  • “Sinto-me ridículo em negociar cesta-básica, ... ou qualquer outra coisa que o trabalhador deveria ter dinheiro para comprar pelo salário que recebe. ... acaba sendo preferível para o dirigente sindical passar a vergonha de defender e aceitar essas “conquistas” do que tornar ainda mais difícil a vida dos trabalhadores que ele representa.”
  • “Ridículo maior é o trabalhador precisar recorrer aos planos de saúde e ao ensino privado. ... não há como negar que os empresários são mais sensíveis que os políticos, ... O Estado que cobra das empresas o seu papel social, não exerce o seu próprio.”

 

O Éverson encerra seus comentários incitando empresários, sindicalistas e trabalhadores para uma visão compartilhada de soluções:

 

  • “Não custa ao dirigente sindical mover esforços junto a empresas para que elas entendam que devem cobrar do Estado aquilo que ele deixa de fazer...”
  • “Diante de riscos de mercado, não custa às empresas buscar o entendimento e a solidariedade dos trabalhadores e dos sindicatos para que somem esforços na defesa dos interesses de manutenção e crescimento do setor.”
  • “A possibilidade dessas práticas só é possível para forças que tenham portas abertas umas para as outras e um bom nível de respeito e de confiança mútua.”

 

 

E você, o que tem a dizer sobre os investimentos nos recursos humanos?

Participe enviando suas considerações para contato@hgmconsultores.com.br

 

Acesse o texto completo:

http://hgmconsultores.com.br/pagina-rapida/texto_craveiro

 

(*) Éverson Paulo dos Santos Craveiro, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana desde 1992 e autor do livro Nos Trilhos da Negociação – Uma Perspectiva Sindical.


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